A produção dessa planta de uso cosmético é baixa, o que obriga empresas a importá-la

O cheiro forte que a babosa exala pode afastar os mais sensíveis. Mas a planta contém excelentes propriedades indicadas para o tratamento estético, além de constituir-se em um medicamento sem igual para aliviar problemas na pele, como acnes e queimaduras. Planta com função fitoterápica, a babosa conta com mais de 300 espécies, mas a aloe vera é a que possui maior valor comercial entre todas.

Reidratante e calmante, o gel viscoso dessa espécie ajuda a eliminar a dor quando aplicado sobre a queimadura. Porém, o produto não pode ser misturado ao látex, que causa irritações na pele.

Atualmente, sobressai a presença de babosa importada no mercado brasileiro. A produção nacional ainda está aquém da demanda, apesar de a atividade ser um bom negócio.

O cultivo da planta não requer muito trabalho; a capina é o principal cuidado que se deve ter com a cultura. Os maiores produtores são o interior de São Paulo (particularmente o município de Jarinu), Santa Catarina e Nordeste.

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Da babosa é possível obter diversos produtos de uso cosmético e medicinal, pois ela é um ótimo bactericida, cicatrizante e tem capacidade para reidratar os cabelos e a pele. Mas a planta, que permanece mais de dez anos em produção, também é cultivada para fins ornamentais. As flores amarelas, que nascem de um longo pedúnculo que surge no centro das folhas grossas, embelezam jardins e áreas abertas.

De origem africana, a babosa pertence à família das Liliáceas e é parecida com o cacto. Também é chamada de caraguatá, erva babosa e aloés. Quando adulta, produz de 15 a 30 folhas por ano. Elas são carnosas, firmes e quebradiças, com um líquido viscoso e macio. Na ponta, contam com bordas cheias de espinhos. É preciso ter cuidado para não se cortar.

As folhas maduras medem de 20 a 50 centímetros de comprimento, oito centímetros de largura e 3,5 centímetros de grossura, com peso que varia de 600 a 700 gramas. No primeiro ano, a plantação pode render até 100 quilos por hectare, e chegar a 400 quilos no quinto ou sexto ano. Nesse período, no entanto, há relatos de produtividade de até uma tonelada por hectare.

Raio X
Solo: fofo, bem drenado e permeável
Clima: quente
Área mínima: quintais e vasos
Colheita: um ano para o primeiro corte
Custos: a muda varia de 30 centavos a um real
Mãos à obra
Início – Se escolher plantar a variedade aloe vera, fique atento na hora de comprar a muda. A espécie é fácil de identificar, pois é a única babosa a contar com flores amarelas. Fornecedores que oferecem assistência técnica cobram quatro reais por muda, mas há preços na faixa entre 30 centavos e um real.
Ambiente – Solos bem drenados e permeáveis são os mais adequados para o desenvolvimento da babosa. O cultivo da planta se dá bem em regiões de clima seco, pois ela não precisa de água. Embora aceite grande variação de temperatura, desenvolve-se melhor em ambientes quentes.
Local – A região Nordeste possui as melhores condições para o plantio de babosa, quando a finalidade é produzir látex para a extração de aloína (laxante). Lugares secos e áridos, típicos da região, são onde a planta sofre estresse e aumenta a produção do látex.
Propagação – É por meio da técnica vegetativa. Folhas e rebrotos pegam bem em terra fofa. Enfie-os no solo preparado que logo estarão se desenvolvendo, principalmente quando forem os rebentos da planta-mãe e com raiz.
Espaçamento – O melhor espaçamento para pequenas áreas é de 1 x 1 metro. O indicado é cobrir o solo com alguma palhada de arroz ou casca de amendoim, por exemplo -, de maneira a proteger a superfície do solo contra a perda de nutrientes e reduzir o mato nas entrelinhas.
Colheita – A primeira colheita ocorre quando a planta emite novos rebrotos. As demais são feitas a cada ano antes da estação das chuvas, por volta de outubro. Apanhe manualmente; corte somente as folhas periféricas da base, em geral de cinco a seis unidades por planta.
Produção – O volume de suco da babosa pode somar 250 litros em um hectare. A extração envolve mesa de lavagem, separação do látex, desfibrador, prensa e evaporadores. Todos os equipamentos que mantêm contato com as folhas e gel devem ser de aço inox, para evitar oxidação. Apesar de encarecer o processo, trata-se de uma tecnologia simples.

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